
Casado há 11 anos com Fernanda Maciel e pai de Fellype Carlos, de 6 anos, Jacó nasceu em Novo Horizonte mesmo, mas morou em várias cidades da região. Até que, em 2013, fez concurso para coveiro na sua cidade natal. “Jacó, tu é doido de fazer concurso para coveiro?”, foi a pergunta que mais ouviu dos seus amigos. “É melhor lidar com os mortos do que com os vivos”, foi a reposta padrão que ele sempre adotou.
Mas Jacó mostrou que também sabe lidar, muito bem, com a turma do lado de cá. Comprou uma roçadeira para limpar o quintal dos moradores da cidade, o que fez com que aumentasse ainda mais o potencial número de eleitores que teria. Não que ele já pensasse nisso na época. Até então, ele só queria saber de melhorar ainda mais as funções que exercia.
Agente funerário e cerimonialista
Jacó também encontrou outro caminho de desenvolvimento. Começou a participar dos cultos da Igreja Assembleia de Deus, do pastor Levi Rodrigues das Chagas. Foi na Igreja que se aproximou da locução e de lá, foi para a Rádio Planalto FM. “As pessoas achavam que eu tinha uma voz boa. Eu acho normal, mas acabei começando a trabalhar com isso”, relembra ele.
Ajudar mais gente
O novo vereador recebeu 156 votos. Chegou a fazer campanha empurrando uma caixinha de som com uma alça e umas rodinhas embaixo, algo parecido com as malas de viagem. “O povo disse que eu era maluco, porque rodava a cidade empurrando uma caixa de som e um amigo distribuindo os santinhos. Mas deu certo”.
Jacó disse que quer ajudar as pessoas como vereador. “Eu acho que é uma maneira de ajudar o próximo”, espera ele. Mesmo admitindo que muitas pessoas o conheceram e votaram nele por conta do emprego no cemitério da cidade, Jacó avisa que terá de abrir mão desta atividade profissional. “Coveiro tem carga horária de 8 horas. Como eu vou poder trabalhar na Câmara, visitar outras cidades e a Capital em busca de mais recursos para minha cidade? Não dá”, reconhece Jacó.
Fonte : PSL
