A entrega da aprovação da PEC do fim da jornada 6×1 no plenário do Senado já na semana que vem exigirá esforço da articulação política do Palácio do Planalto para compor quórum dos senadores.
A pressa é para resolver tudo, porque será a última semana de trabalhos do Senado antes da eleição.
A tramitação de uma PEC é diferenciada: exige votação em dois turnos no plenário. Se houver acordo, é possível, no entanto, quebrar o intervalo e resolver tudo no mesmo dia. Para aprovar, são necessários pelo menos 49 votos.
O compromisso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é avançar com a matéria na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e seguir o rito.
Ou seja, nada de plenário na semana que vem. O tema ficaria para depois da eleição, como foi sinalizado durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nessa quarta-feira (26).
Mas a pressão vinda do Planalto continua em dose alta, assim como o otimismo em entregar a bandeira eleitoral antes mesmo do primeiro turno.
Com isso, nem mesmo o entorno do presidente do Senado se arrisca a cravar se será possível fazer ou não a votação. Dependerá da presença de senadores e do andamento das articulações.
A oposição evita adiantar que orientação dará à bancada, mas tem interesse em esticar o máximo possível a discussão na CCJ e já trabalha com pedido de vista.
Articuladores governistas, no entanto, avaliam que regimentalmente é possível dar um intervalo de apenas algumas horas e não de uma semana, como costuma ser praxe.
Já a oposição terá que fazer o cálculo sobre o impacto eleitoral em relação à proposta. Os senadores podem contribuir para não compor quórum, por exemplo, ou apostar em um kit obstrução, com requerimentos para atrasar os trabalhos.
Nos dois cenários, no entanto, poderiam se tornar alvo dos governistas em um tema de alto apelo popular muito próximo da eleição.
Fonte: CNN BRASIL

