O brasileiro Paulo Eduardo Rossetto, de 27 anos, comemorou sua primeira vitória na divisão de elite do mundial de rodeio em touros da Professional Bull Riders (PBR). Nascido em Colorado (PR), o peão brilhou na etapa de Albuquerque. Parou nos três touros que montou, conseguindo, de quebra, uma nota acima de 90 pontos, e levou a fivela de ouro. Ele interrompeu uma sequência de seis vitórias americanas, subiu de 12º para 6º no ranking e entrou na disputa do título mundial.
“As primeiras palavras que eu disse foram ‘Pai’ e ‘touro’. É um sonho que se tornou realidade e sou muito grato por tudo que Deus fez na minha vida”, disse Rossetto à PBR, com ajuda de um tradutor.
Na primeira rodada, na sexta (28/3), Rossetto derrotou o touro Mr. Demon, fazendo 90,75 pontos, a maior pontuação da etapa. No sábado, obteve 88,5 pontos no lombo de Onde Chance e no domingo marcou 87,25 pontos em Judgement Day, se classificando em primeiro lugar para a decisão da etapa.
Na montaria final, escolheu Nobody, mas já chegou com a vitória garantida à sua vez de montar. Os outros dois concorrentes na etapa caíram antes. Apenas “cumprindo tabela”, Rossetto partiu para mais um fim de semana perfeito, mas os juízes apontaram um toque irregular no touro aos 2,66 segundos e não lhe deram pontuação.
Com a fivela de ouro na mão, o brasileiro faturou US$ 47,175 mil em prêmios, sendo um cheque de US$ 40 mil pela vitória. E somou 159 pontos na classificação Unleash The Beast, ficando a 379,25 pontos do líder, o americano Dalton Kasel. O campeão mundial leva um prêmio de US$ 1 milhão, além do que fatura ao longo do ano.
Líderes fora
Para o líder do ranking mundial, um fim de semana para esquecer. Depois de três vitórias seguidas em etapas anteriores, Kasel não conseguiu parar os oito segundos em nenhum touro desta vez. O vice-líder, o australiano Brady Fielder, também ficou fora da rodada decisiva. Dominou apenas um touro e conseguiu diminuir a diferença para 32,5 pontos
Outros três brasileiros ficaram entre os cinco melhores da etapa. Eduardo Aparecido, vencedor em Albuquerque no ano passado, terminou em segundo lugar. Ele chegou à rodada final com duas montarias em três, fez 88 pontos no lombo de UTZ BesTex Smokestack, mas ficou um ponto atrás de Rossetto. Com o desempenho, subiu do 24º lugar no ranking para o 17º.
Leonardo Castro ficou em terceiro lugar, seguido pelo americano Clay Guilton. O veterano de 40 anos João Ricardo Vieira, que conquistou sua primeira vitória há 12 anos justamente em Albuquerque, completou o top five.
Vieira também chegou à última rodada com três montarias seguidas de 8 segundos, completando 458 saídas qualificadas na carreira. Escolheu desafiar o touro Fire Zone, mas foi derrubado em 5,49 segundos. Com o quinto lugar na etapa, o peão mais velho do circuito subiu para a 27ª posição na classificação da temporada.
A 20ª etapa da Unleash The Beast será no próximo final de semana em Sioux Falls, no Texas, de 4 a 6 de abril.
Ranking mundial de rodeio em touros após 19 etapas
Este episódio, explora a fuga de Frank Morris e dos irmãos Anglin de Alcatraz em 1962, detalhando o plano meticuloso que usaram para escapar da prisão supostamente inescapável. O episódio se aprofunda nas teorias que cercam o destino deles, já que os homens nunca foram encontrados definitivamente, permanecendo um mistério persistente.
Fonte: Youtube ( CANAL HISTORY BRASIL )
Imagem: Hotel California Blog
Alcatraz – Origem e história da prisão mais famosa do mundo
A ilha de Alcatraz, em São Francisco, é onde se localiza a prisão mais famosa do mundo e uma das mais seguras do planeta antigamente.
Depois do abalo econômico de 1929 nos Estados Unidos, os crimes aumentaram de forma súbita naquele ano. Em São Francisco, porém, existia a pequena ilha de Alcatraz, e entre, 1934 e 1963, foi uma das prisões mais seguras do planeta. Por lá passaram, eventualmente, nomes como Robert F. Strond, James “Whitey” Bulger e o mafioso Al Capone.
Ainda no século XIX, a ilha pertencia ao estado da Califórnia, até então parte do México, sendo cedida para Julian Workman, com a condição que ele fizesse um farol lá. Em 1846, mexicanos e estadunidenses entraram em conflito para encerrar disputas hegemônicas na região. Com a vitória dos Estados Unidos, Alcatraz agora era parte do projeto de expansão do país.
Inesperadamente, a Califórnia ganharia uma importância maior do que a imaginada durante o conflito de território. Eles descobriram a presença de regiões que eram ricas em ouro no espaço californiano. Ou seja, vários aventureiros e investidores ocuparam a região rapidamente em busca do rápido retorno financeiro fornecido pela exploração aurífera.
Alcatraz se torna um ponto de defesa
Imagem: Magnus Mundi
Por conseguinte, como a região passou a ser extremamente valorizada, as autoridades usaram a ilha de Alcatraz como um ponto estratégico de defesa territorial. Em 1853, foi construído um forte militar, abrigando uma guarnição militar com 200 soldados aproximadamente. Algumas décadas depois, graças ao avanço tecnológico bélico, o arsenal armazenado e a utilidade militar da região acabariam perdendo a utilidade.
Em 1868, todavia, a fortificação de Alcatraz foi transformada em um complexo penitenciário. Nas primeiras atividades, a penitenciária serviu de cadeia para indígenas marginalizados pelo processo expansionista dos EUA. Nos primeiros anos do século XX, já havia um grande número de detentos. Pouco tempo depois, foi necessária a reforma e ampliação do presídio.
No novo projeto que foi feito, dois grandes blocos com celas foram construídos. Certamente, faziam proveito da estrutura que fora deixado por edificações menores que existiam entre os dois blocos. Realizando a construção de uma ala grande, interligando os blocos. Onde eram exibidas produções cinematográficas de Hollywood. Segundo algumas lendas, sobretudo, o espaço dessas alas escondiam uma estrutura subterrânea, onde os presos sofriam torturas.
Expansão
Imagem: Dicas da Califórnia
Primeiramente, depois da Primeira Guerra Mundial, o presídio insular ganhou mais contingentes com a ação criminosa de bandidos que aumentaram exponencialmente com a criação da Lei Seca (1919-1933) e a crise de 1929. Nesse meio tempo, a penitenciária ficou pequena demais para a quantidade de detentos.
Logo, o governo se interessou em transformar Alcatraz em uma cadeia federal.
Em 1 de janeiro de 1934, James A. Johnston, foi o primeiro administrador do presídio federal. Ele estabeleceu regras rígidas, onde Alcatraz foi transformada em uma prisão de segurança máxima. Um programa disciplinar foi estabelecido para que os presos fossem regenerados com o uso do trabalho e uma rotina cheia de restrições. Os presos não deveriam cantar, ouvir rádio e só tomavam banho duas vezes por semana, por exemplo.
Enquanto comandado pelo governo norte-americano, Alcatraz não teve nenhuma fuga bem sucedida. Porém, alguns planos tentaram passar as muralhas da ilha, e uma fuga em específico teve êxito. Geralmente, eram poucos os detentos que tentavam fugir, nas 14 tentativas registradas, somente 36 detentos estavam envolvidos.
Em 1963, a penitenciária chegou ao fim, graças aos esforços de Robert Kennedy. Ele demonstrou que o custo para com a manutenção geral era cerca de três vezes maior do que outras prisões. Assim, os presos e funcionários foram removidos para a penitenciária de Marion, em Illinois.
Após isso, um fadado mal projeto da construção de um centro cultural, ecológico e educacional indígena fez com que diversos nativos ocupassem o território. Mas, a falta de ordenação, fez com que tudo fosse um fracasso. A partir de 1976, a ilha foi paulatinamente transformada em patrimônio histórico. Apesar da oposição de alguns, hoje, a ilha é um ponto turístico. Que conta os crimes e repressões de um certo período da história.
Fatores da fama
Imagem: Delícia de blog
Antes de mais nada, a localização do presídio, as regras rígidas disciplinares e a enorme quantidade de guardas. Ela era rodeada por águas frias e correntes marítimas, o que dificultava as fugas. A média de guardas era um para cada sete detentos. Era uma proporção muito maior que de outras prisões. Em resumo, haviam mais características que transformavam a ilha em um prisão única.
Características
Primeiramente, eram seis torres de vigia, feitas de aço e vidro à prova de balas, colocadas em pontos estratégicos da ilha.
No final de semana e feriados, presos com bom comportamento iam para um pátio, cercados por paredes de 6 metros de altura e arame farpado. Lá, eles jogavam jogos de tabuleiro ou praticavam esportes.
Os mesmos que se comportavam bem, tinham o privilégio de trabalhar. Uma vez que quem não trabalhava, passava o dia trancado na cela.
Tinha uma usina de força no prédio, que usava óleo para que a eletricidade fosse gerada caldeiras acionadas.
Cada cela media 3 metros de comprimento por 1,5 metro de largura. A cela tinha pia com água corrente, uma privada e uma pequena cama. O sistema de trancas eletrônicas era acionado pelos guardas.
Apesar da capacidade total de celas ser de 336, o número de detentos ficava em torno de 250.
Quem gostava de brigar, ia para uma das 42 celas solitárias. Uma delas ganhou o apelido de “cela dos pelados”. Ela era feita de aço, sem pia ou privada, ela recebia presos nus por um ou dois dias, num ambiente frio e escuro.
Guardas que trabalhavam com presos não usavam armas para evitar que detentos as possuíssem. Além disso, nas extremidades do prédio principal, porém, havia galerias elevadas com policiais armados para abrir fogo em caso de emergência.
O refeitório era um lugar bem perigoso, pois os presos poderiam usar talheres como armas. Para conter qualquer tipo de distúrbio, lançadores de gás lacrimogêneo foram instalados no teto do salão. O cardápio também era bem variado para evitar rebeliões.
Única fuga bem sucedida
Imagem: Youtube
A fuga mais conhecida foi a de Frank Morris, John e Clarence Anglin. Surpreendentemente, acredita-se ser a única bem sucedida pelo fato de seus corpos nunca terem sido encontrados.
A fim de escapar, eles cavaram um buraco usando uma colher em uma das paredes de cal que estavam deterioradas pela umidade, dando acesso a um conduto de ar.
Ele distraíram os guardas graças a uma cabeça de manequim feita com papel machê, e também ao que roubavam do barbeiro, colocando dentro da cama para que não suspeitassem da fuga. O fato foi de tamanho interesse, que foi adaptado para o cinema em 1979, “A rocha” protagonizado por Clint Eastwood.
Ponto turístico
Imagem: Hotel California Blog
Contando com cerca de 1,3 milhão de turistas por ano, é um dos pontos mais visitados de São Francisco. Serve também de ponto de partida para a competição anual de triatlo, conhecida como “Fuga de Alcatraz”. Onde, centenas de atletas provam que, com treinamento e equipamentos, é possível sair da ilha e chegar à terra firme são e salvo.
Fontes: História do mundo, Super abril, Tui, Terra