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Governo de Rondônia inicia 4ª edição da Campanha Vacinação Sem Fronteira com foco no combate ao sarampo

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As equipes da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) saíram no domingo (31), de Porto Velho, rumo aos 13 municípios que participam da 4ª edição da Campanha do governo de Rondônia Vacinação Sem Fronteira. Realizada de 1º a 10 de setembro, a ação busca apoiar as equipes municipais de saúde na atualização da caderneta de vacinação da população e reforçar a barreira sanitária de Rondônia diante do aumento de casos de sarampo no país vizinho, a Bolívia.

A campanha contempla nove municípios de fronteira — Porto Velho (Ponta do Abunã), Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Costa Marques, São Francisco do Guaporé, Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Pimenteiras do Oeste e Cabixi — além de quatro cidades com baixa cobertura vacinal: Alvorada do Oeste, Cacaulândia, Corumbiara e Santa Luzia d’Oeste.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o ato reforça o comprometimento do governo do estado em garantir suporte técnico e logístico às equipes locais, fortalecendo a imunização da população e a barreira sanitária estadual.

SARAMPO

Segundo a coordenação de imunização da Agevisa/RO, o foco deste ano é a vacinação contra o sarampo, doença altamente contagiosa, capaz de infectar até 18 pessoas a partir de um único doente. A prioridade é a aplicação da dose zero, indicada para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, além da oferta do tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e da dupla viral (sarampo e rubéola) para crianças, adolescentes e adultos. Profissionais de saúde também fazem parte do público-alvo.

O cenário epidemiológico reforça a importância da iniciativa. Rondônia notificou, até 18 de agosto, 12 casos suspeitos de sarampo, dos quais 7 foram descartados laboratorialmente e 5 permanecem em investigação. Na Bolívia, país vizinho e rota de intensa circulação populacional, já foram confirmados 283 casos da doença até o dia 28 de agosto, segundo o Ministério da Saúde local.

FORTALECIMENTO

De acordo com o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, a campanha fortalece a imunização nos municípios mais vulneráveis e consolida Rondônia como referência em vigilância em saúde na Região Norte.

“A Vacinação Sem Fronteira é uma estratégia fundamental para proteger nossas comunidades, evitar a reintrodução de doenças e ampliar a cobertura vacinal, garantindo mais segurança para todos”, destacou.

A saída simbólica das equipes contou com a participação do titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, e do secretário municipal de Saúde de Porto Velho, Jaime Gazola. As autoridades acompanharam a organização do comboio que leva vacinas, insumos, vacinadores e toda a estrutura necessária para apoiar os municípios da fronteira.

Fonte: Texto: Aurimar Lima / Fotos: Ésio Mendes / Secom – Governo de Rondônia

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ISOLAMENTO: Governo aponta gargalos no transporte e na logística em Rondônia

As falhas logísticas estão associadas a limitações na infraestrutura rodoviária, na capacidade dos portos e na navegabilidade da bacia do rio Madeira

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O governo federal identificou uma série de problemas estruturais no transporte e na logística que afetam diretamente Rondônia. As conclusões fazem parte da Avaliação Estratégica do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, elaborada pelo Ministério dos Transportes, que mapeia entraves ao escoamento de cargas, ao abastecimento interno e à mobilidade regional no estado.

De acordo com o diagnóstico, Rondônia enfrenta dificuldades significativas no escoamento da produção agrícola, especialmente de soja e milho, principais commodities do estado. As falhas logísticas estão associadas a limitações na infraestrutura rodoviária, na capacidade dos portos e na navegabilidade da bacia do rio Madeira, corredor estratégico para o transporte de cargas rumo aos mercados nacional e internacional. Eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e cheias intensas, agravam ainda mais esses problemas.

Abastecimento interno

O documento também reconhece entraves no abastecimento interno. O transporte de fertilizantes, alimentos e bens essenciais para Rondônia apresenta custos elevados e instabilidade, o que impacta diretamente o preço final dos produtos e o custo de vida da população. Essas dificuldades revelam, segundo o próprio diagnóstico, a fragilidade da integração entre o planejamento logístico nacional e as necessidades reais do estado.

Passageiros

No transporte de passageiros, o plano aponta desafios relacionados ao isolamento territorial, à baixa integração entre modais e à limitada oferta de transporte regional, especialmente em áreas mais afastadas dos centros urbanos. Essa realidade dificulta o acesso da população a serviços básicos como saúde, educação e atendimento público.

Sem compensação

Embora o PNL 2050 reconheça os gargalos logísticos em Rondônia, especialistas e organizações da sociedade civil criticam a ausência de critérios socioambientais mais claros no diagnóstico. Segundo essas entidades, o estado continua sendo tratado majoritariamente como corredor de escoamento de commodities, sem uma análise aprofundada dos impactos sobre os territórios locais e as populações que vivem ao longo das rotas de transporte.

Futuros projetos

Os problemas identificados servirão de base para a definição de futuros projetos de infraestrutura no estado e permanecem em consulta pública até domingo (18). Organizações sociais solicitaram a prorrogação do prazo, argumentando que o período de fim de ano dificultou a participação ampla da sociedade no debate sobre o futuro da logística e do desenvolvimento de Rondônia.

Fonte: Rondôniaovivo

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