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Cláudio Castro articula reunião com aliados para decidir se disputa o Senado

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Governador avalia renúncia ao cargo e sucessão no Rio enquanto Alerj prepara eleição indireta

Cláudio Castro articula reunião com aliados para decidir se disputa o Senado – Foto: Reprodução/PL

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou na segunda-feira (16) que irá se reunir com aliados para definir seu futuro político. O encontro envolverá o deputado federal Altineu Côrtes e o senador Flávio Bolsonaro, ambos do PL.

Castro ainda avalia se permanece no cargo até o fim do mandato ou se renuncia dentro do prazo legal para disputar uma vaga no Senado Federal. Segundo ele, a decisão passa pela garantia de continuidade administrativa no estado.

“Em primeiro lugar eu preciso ter uma garantia que quem vai ficar no meu lugar seja uma pessoa capaz de administrar um estado com um déficit orçamentário de R$ 19 bilhões este ano”, disse a jornalistas ao chegar para o segundo dia de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí.

Sucessão e eleição indireta

O governador reafirmou apoio ao secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, como possível substituto. No entanto, destacou que caberá à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decidir o nome por meio de votação indireta.
A eleição indireta ocorrerá porque o estado está sem vice-governador. Thiago Pampolha deixou o cargo após ser indicado ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
Com isso, deputados estaduais deverão escolher quem concluirá os últimos meses do mandato. O projeto aprovado pela Alerj também prevê votação aberta, com registro público dos votos, e flexibiliza o prazo para que candidatos deixem funções públicas.

Comentário sobre desfile

Questionado sobre a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, Castro evitou comentários mais amplos.

“Nesses camarotes institucionais a gente fica mais recebendo as pessoas que assistindo a desfiles. Não vi nem a Niterói como as demais escolas”, afirmou. Ao chegar, ele também não desceu à pista ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), possível candidato ao governo estadual, alegando estar em reunião.

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Marcos Rogério cobra transparência e amplo debate sobre concessão da Caerd: “Por que agora?”

Pré-candidato ao Governo de Rondônia afirma que decisão com impacto por até 35 anos não deve ser tomada no fim de um mandato

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O senador e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Marcos Rogério (PL), manifestou preocupação com a tentativa do Governo do Estado de avançar, no fim do mandato, com a concessão da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) e dos serviços de saneamento básico.

Em publicação nas redes sociais e em declaração pública, Marcos Rogério afirmou que uma decisão dessa dimensão exige planejamento, transparência e diálogo com a sociedade, especialmente por envolver um contrato que poderá produzir efeitos pelos próximos 35 anos e atingir cerca de 40 municípios rondonienses.

“O Governo de Rondônia quer avançar com a concessão da Caerd e do saneamento básico justamente no fim do mandato. Estamos falando de uma decisão que pode valer pelos próximos 35 anos e afetar vários municípios. Se esse era um tema tão importante, por que o debate não aconteceu ao longo dos últimos oito anos?”, questionou.

O pré-candidato ressaltou que não é contrário à participação da iniciativa privada, aos investimentos ou à modernização dos serviços. A crítica, segundo ele, está no momento escolhido pelo atual governo para conduzir uma decisão que ultrapassará diversas gestões estaduais e municipais.

“Eu quero começar deixando claro: não sou contra concessão, não sou contra investimento, não sou contra modernização. Isso é óbvio. Agora, sou contra fazer uma discussão desse tamanho, dessa profundidade, neste momento. É o momento errado”, afirmou.

Marcos Rogério destacou que a concessão não pode ser tratada como uma medida administrativa comum, já que poderá vincular Rondônia por mais de três décadas.

“Estamos falando de uma concessão que pode chegar a 35 anos de operação. Estamos falando de 40 municípios impactados. Isso não é uma decisão simples, não é uma medida de rotina. É uma decisão que pode amarrar Rondônia por mais de três décadas. Trinta e cinco anos não cabem no final de um mandato”, declarou.

O senador também cobrou explicações sobre a ausência de discussão ao longo dos últimos anos. Para ele, o governo teve tempo suficiente para apresentar estudos, ouvir prefeitos, vereadores e a população, além de esclarecer pontos relacionados às tarifas, metas, fiscalização, riscos e garantias.

“O governo teve oito anos para fazer esse debate, oito anos para apresentar estudos, conversar com prefeitos, vereadores e com a população. Oito anos para explicar tarifas, metas, fiscalização, riscos e garantias. Mas só agora, com o mandato chegando ao fim, no meio do processo eleitoral, querem avançar com uma concessão desse tamanho”, criticou.

Marcos Rogério reforçou que o futuro do saneamento precisa ser discutido com responsabilidade e com a participação de quem será diretamente afetado pela decisão.

“Se era urgente, por que esperaram tanto? Se era prioridade, por que ficou para o final do mandato? Se é tão bom para Rondônia, por que não foi debatido antes com a sociedade?”, indagou.

Para o pré-candidato, a proximidade das eleições torna ainda mais necessária a cautela, uma vez que a população está prestes a escolher o próximo governador de Rondônia.

“O problema não é discutir concessão. O problema é tentar decidir isso às vésperas de uma eleição que vai escolher o próximo governador. Não é correto deixar o próximo governo e os prefeitos com uma escolha que pode não ser a melhor”, concluiu.

Fonte: Hora 1 Rondônia

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