Ajustes técnicos deram o tom positivo para os preços do milho na bolsa de Chicago. Nesta segunda-feira (3/8), os lotes com entrega para dezembro fecharam em alta de 1,83%, a US$ 4,7250 o bushel.
Análise da Royal Rural destaca que houve um aumento considerável das posições compradas do milho em Chicago. Na prática, isso significa que os investidores estão otimistas com uma tendência de alta para o milho no curto prazo.
“Os fundos podem ter aproveitado a queda do milho durante a manhã para recomprar contratos a preços mais baixos. É como um investidor que acredita na valorização de um ativo, vê uma queda rápida e usa esse recuo para reforçar sua posição. Quando vários fundos fazem isso ao mesmo tempo, entra uma quantidade relevante de ordens de compra, o preço para de cair e começa a reagir”, explicou, em nota, a Royal Rural.
De acordo com a consultoria, a reação pode ter ganhado força porque outros participantes perceberam a entrada dos compradores e passaram a acompanhar o movimento e o milho recuperou níveis técnicos importantes. Nesse sentido, a Royal destaca que o contrato para dezembro caiu para US$ 4,5825, rompendo o menor preço dos últimos 50 dias. A partir disso, a cotação passou a subir mais de 1%.
Trigo
O trigo avançou na sessão desta segunda-feira, impactado pelas questões relacionadas com o escoamento do cereal. Os contratos para setembro subiram 1,84%, a US$ 6,51 o bushel.
Em boletim, a Royal Rural destaca que o mercado acompanha de perto as notícias sobre as estruturas logísticas na Rússia, maior exportadora mundial de trigo. A consultoria destaca que o país criou uma força-tarefa para proteger navios comerciais, redirecionar cargas e procurar rotas alternativas após a intensificação dos ataques ucranianos com drones no Mar Negro e no Mar de Azov.
“Qualquer ameaça à navegação no Mar Negro pode atingir trigo, milho e também petróleo. Esse risco ajuda a sustentar os preços e torna os fundos menos confortáveis em manter apostas fortes na queda dos grãos”, disse a consultoria.
Soja
A soja abriu o primeiro pregão da semana na bolsa de Chicago com preços mais altos em função de novos anúncios de vendas à China. Os lotes para novembro subiram 0,40%, a US$ 11,9225 o bushel.
A oleaginosa avançou, em partes, devido a um novo anúncio de vendas do grão americano à China. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reportou a venda de 488 mil toneladas de soja ao país asiático, com entrega na temporada 2026/27.
Fonte: Globo Rural