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FALHA: Concurso da Guarda Municipal de Porto Velho gera polêmica após divergência nas datas de inscrições

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Porto Velho (RO) – O concurso público para a futura Guarda Civil Municipal de Porto Velho, um dos certames mais aguardados do ano na capital rondoniense, já começou a gerar controvérsias antes mesmo da aplicação das provas. O motivo é uma divergência nas informações divulgadas sobre o prazo final das inscrições, situação que pegou muitos candidatos de surpresa e provocou revolta entre os concurseiros.

No portal oficial da Prefeitura de Porto Velho foi informado que as inscrições permaneceriam abertas até o dia 28 de julho de 2026. No entanto, ao acessarem o sistema do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN), banca organizadora do concurso, diversos candidatos constataram que o prazo de inscrições se encerraria nesta segunda-feira (27).

A diferença entre as datas gerou uma série de reclamações nas redes sociais e em grupos de candidatos, especialmente entre aqueles que tradicionalmente deixam para efetuar a inscrição nos últimos dias do prazo. Muitos alegam que confiaram na informação divulgada pela própria Prefeitura e acabaram surpreendidos com o encerramento antecipado no portal da banca organizadora.

Até o momento, não foi esclarecido oficialmente se a divergência ocorreu por um erro de divulgação por parte da Prefeitura de Porto Velho ou do IDECAN. A falta de um posicionamento definitivo aumenta a insegurança dos candidatos, que aguardam uma manifestação das instituições responsáveis pelo certame.

Concurso é aguardado com expectativa

A Prefeitura de Porto Velho anunciou a abertura das inscrições para o concurso público destinado à formação da primeira Guarda Civil Municipal da história do município, considerada uma importante iniciativa para reforçar a segurança pública da capital.

Ao todo, serão ofertadas 150 vagas, sendo 50 para provimento imediato — distribuídas entre 35 vagas para ampla concorrência, 10 para candidatos negros e 5 para pessoas com deficiência (PcD) — além de 100 vagas para cadastro de reserva.

O salário inicial previsto é de R$ 6.312,50.

De acordo com o cronograma divulgado, a prova objetiva está prevista para o dia 20 de setembro de 2026. O resultado definitivo deverá ser publicado em 29 de outubro, enquanto os testes de aptidão física estão programados para os dias 7 e 8 de novembro.

A expectativa da administração municipal é que, já no próximo ano, a primeira turma de guardas municipais esteja atuando nas ruas de Porto Velho, fortalecendo as ações de segurança e proteção da população.

Em pronunciamento divulgado pela Prefeitura, o prefeito destacou a importância da criação da Guarda Municipal e desejou sucesso aos candidatos participantes do concurso.

Diante da divergência nas datas de encerramento das inscrições, candidatos esperam que a Prefeitura de Porto Velho e o IDECAN esclareçam oficialmente a situação, evitando prejuízos aos interessados e garantindo a transparência e a segurança jurídica do processo seletivo.

As inscrições estavam sendo realizadas através desse link: site do Idecan.

Fonte: Hora 1 Rondônia

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Senador Flávio Bolsonaro apresenta defesa escrita e falta a depoimento na Polícia Federal em inquérito por calúnia

Parlamentar é investigado por postagem em rede social envolvendo o presidente Lula; defesa nega atribuição de crimes e aponta interpretação errônea do texto.

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O senador Flávio Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal pelo estado do Rio de Janeiro, apresentou nesta última terça-feira, 28/07/2026, uma manifestação escrita e optou por não comparecer ao depoimento marcado pela Polícia Federal no inquérito em que é formalmente acusado do crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A oitiva estava agendada para as 14h, mas a equipe de advogados do parlamentar encaminhou ao delegado responsável uma petição com sua defesa, solicitando a substituição do depoimento presencial pelo documento. Por ostentar a condição de investigado, o senador tem o direito legal de não prestar depoimento.

O delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pela condução do inquérito, informou formalmente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e relator do caso, que o senador foi devidamente intimado, mas preferiu exercer o direito de defesa por meio escrito. O procedimento teve origem após uma postagem feita pelo parlamentar na rede social X no dia 3 de janeiro de 2026, data em que o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelos Estados Unidos. Na ocasião, Flávio escreveu que o colega estrangeiro seria delatado e associou o fim de fóruns políticos internacionais a crimes como tráfico e lavagem de dinheiro, o que levou a Polícia Federal a concluir em junho que houve calúnia contra o chefe do Executivo federal.

Argumentos da defesa e possibilidade de retratação

Na manifestação protocolada perante a autoridade policial, a defesa do parlamentar negou categoricamente a prática do crime de calúnia. O documento sustenta que, em nenhum momento da postagem, seja de forma expressa ou implícita, os tipos penais descritos foram atribuídos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo nome sequer estaria citado na segunda oração da mensagem. Segundo a argumentação jurídica apresentada, vincular o presidente da República aos fatos imputados ao ex-mandatário venezuelano representa uma construção interpretativa equivocada da publicação, sem qualquer amparo literal no texto original divulgado na internet.

O depoimento do senador havia sido expressamente autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes após um pedido formal apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em sua manifestação, o chefe do Ministério Público Federal destacou a previsão legal que permite ao investigado apresentar uma retratação pública de suas declarações, medida que, caso adotada, tem o condão de isentá-lo de eventual condenação criminal. Por esse motivo específico, o inquérito policial havia retornado para diligências na corporação logo após a conclusão inicial da investigação.

  • Perguntas Frequentes

Qual foi o procedimento adotado pelo senador Flávio Bolsonaro diante da intimação da Polícia Federal?

O parlamentar não compareceu ao depoimento presencial e apresentou uma manifestação escrita por meio de seus advogados.

Qual é o teor da investigação conduzida contra o senador no Supremo Tribunal Federal?

Ele é acusado do crime de calúnia contra o presidente da República em decorrência de uma postagem feita na rede social X.

Qual argumento central foi utilizado pela defesa para refutar a acusação de calúnia?

Os advogados alegaram que a associação entre o presidente e os crimes citados na publicação é uma interpretação errônea do texto original.

Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil

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