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Política Rondoniense

PSD oficializa Adailton Furia como candidato ao Governo de Rondônia em convenção em Porto Velho

Evento também confirmou Everton Leoni como vice-governador e Luís Fernando na disputa pelo Senado Federal

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O Partido Social Democrático (PSD) oficializou neste sábado (1º), durante convenção partidária realizada em Porto Velho, a candidatura de Adailton Furia ao Governo de Rondônia nas eleições de 2026.

O encontro reuniu lideranças políticas, filiados e apoiadores de diversas regiões do estado.

Natural de Cacoal, Adailton Antunes Ferreira nasceu em 1986 e é advogado. Sua trajetória política começou em 2012, quando foi eleito vereador do município. Quatro anos depois, disputou a Prefeitura de Cacoal e terminou a eleição em segundo lugar, consolidando seu nome no cenário político estadual.

Além da candidatura de Furia ao Palácio Rio Madeira, a convenção também aprovou os nomes de Everton Leoni (PSD) como candidato a vice-governador e de Luís Fernando (PSD) para concorrer ao Senado Federal.

Durante o discurso de oficialização, Adailton Furia destacou que pretende percorrer todas as regiões de Rondônia ao longo da campanha eleitoral, reforçando o contato direto com a população.

“A partir de agora é pé na estrada, é olho no olho, é a coligação, gente que gosta de gente e vai pra cima. A gente não esperava tudo isso. É muita gente, é uma multidão que está aí fora, lotado. Que Deus continue abençoando. Muito obrigado por essa rica oportunidade. Eu e minha família agradecemos a presença de cada um de vocês”, afirmou.

O PSD disputará as eleições estaduais em aliança com o Avante e a Federação Renovação Solidária, formada pelos partidos PRD e Solidariedade. A coligação pretende fortalecer a candidatura de Furia e ampliar sua presença em todas as regiões do estado durante a corrida eleitoral.

Com a homologação das candidaturas, a coligação inicia oficialmente a preparação para a campanha, que terá como foco a apresentação de propostas para áreas como infraestrutura, saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento econômico de Rondônia.

Por: Redação Em Rondônia Fonte: Em Rondônia com G1/RO

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Política Rondoniense

Marcos Rocha diz que Fúria representa continuidade de seu governo em Rondônia

Declaração durante convenção do PSD reforça estratégia governista para manter grupo no poder

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Com o calendário eleitoral avançando para o fim das convenções partidárias, o governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSD), tratou de deixar claro o eixo estratégico da base governista ao afirmar que a candidatura de Adailton Fúria representa a continuidade de sua gestão. A declaração, feita durante a convenção do partido em Porto Velho, não apenas consolida o alinhamento político dentro da chapa, como também antecipa o tom da campanha: de um lado, a defesa de um legado administrativo; de outro, a inevitável disputa de narrativa sobre seus resultados.

Ao vincular diretamente Fúria ao seu governo, Rocha sinaliza que a eleição passará, necessariamente, por um julgamento público de sua gestão. Trata-se de uma escolha política calculada: transformar o candidato em herdeiro de um ciclo administrativo que o grupo considera bem-sucedido. Nesse contexto, o destaque dado ao crescimento do orçamento estadual — de R$ 6,6 bilhões para R$ 18,5 bilhões — funciona como peça central do discurso, apresentado como evidência de eficiência e capacidade de gestão.

No entanto, a mesma narrativa abre flanco para críticas. O aumento expressivo da arrecadação pode ser explorado por adversários como indicativo de elevação da carga tributária, deslocando o debate do campo do crescimento para o impacto direto no bolso do contribuinte. É justamente nesse ponto que a disputa eleitoral tende a se intensificar: não apenas sobre números, mas sobre a interpretação deles.

A fala de Rocha também impõe um desafio à própria chapa governista. Enquanto o governador aposta na continuidade como ativo político, Fúria tenta se posicionar como renovação, criando uma tensão discursiva que precisará ser equilibrada ao longo da campanha. O sucesso dessa estratégia dependerá da capacidade de conciliar herança administrativa com promessa de mudança — combinação que, se bem executada, pode ampliar o alcance eleitoral, mas que, se mal calibrada, pode gerar ruído e incoerência na comunicação.

Esse movimento ocorre em um momento sensível do processo eleitoral, em que as convenções apenas formalizam candidaturas, mas já funcionam como palco para sinalizações políticas mais amplas. Com o fim dessa etapa, a campanha ganha as ruas e, sobretudo, as redes sociais, onde a guerra de narrativas tende a se intensificar e a influenciar diretamente o eleitor indeciso — perfil que historicamente define o resultado nas últimas semanas.

É também nesse ambiente que o chamado voto útil começa a ganhar força, especialmente diante de cenários mais polarizados. A tendência é que, à medida que pesquisas eleitorais sejam divulgadas, parte do eleitorado abandone preferências iniciais em favor de candidaturas consideradas mais competitivas, alterando o equilíbrio da disputa.

Ao assumir a continuidade como bandeira, Marcos Rocha antecipa que o debate em Rondônia não será apenas sobre propostas futuras, mas sobre a validação — ou rejeição — de um modelo de governo. A partir daqui, mais do que apresentar planos, os candidatos precisarão convencer o eleitor de que representam o caminho mais seguro entre passado, presente e futuro.

Por Renato Barros

Fonte: Plan Ji-Parana

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