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Coveiro e locutor de rádio, Jacó vira político para ajudar o próximo

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Jaconias Carlos de Andrade tem só 33 anos, mas uma história pessoal que rende um causo. Ou vários causos porque Jacó, como é mais conhecido, faz de tudo um pouco na pequena cidade de Novo Horizonte do Oeste (RO). Desde primeiro de janeiro, passou a ser também vereador, graças aos 156 eleitores que depositaram nele as esperanças de ter um vereador atuante para ajudar os 10 mil moradores do município criado em 1992 e situado na região Sudeste do Estado.

Casado há 11 anos com Fernanda Maciel e pai de Fellype Carlos, de 6 anos, Jacó nasceu em Novo Horizonte mesmo, mas morou em várias cidades da região. Até que, em 2013, fez concurso para coveiro na sua cidade natal. “Jacó, tu é doido de fazer concurso para coveiro?”, foi a pergunta que mais ouviu dos seus amigos. “É melhor lidar com os mortos do que com os vivos”, foi a reposta padrão que ele sempre adotou.

Mas Jacó mostrou que também sabe lidar, muito bem, com a turma do lado de cá. Comprou uma roçadeira para limpar o quintal dos moradores da cidade, o que fez com que aumentasse ainda mais o potencial número de eleitores que teria. Não que ele já pensasse nisso na época. Até então, ele só queria saber de melhorar ainda mais as funções que exercia.

Agente funerário e cerimonialista

O coveiro recém empossado fez amizade com o agente funerário da cidade e começou a atuar em toda a etapa do processo de sepultamento. “Já passei muita dificuldade, muito perrengue, de lidar com corpo vítima de violência, corpo abandonado 3,4 dias, no mato”, recorda ele.

Jacó também encontrou outro caminho de desenvolvimento. Começou a participar dos cultos da Igreja Assembleia de Deus, do pastor Levi Rodrigues das Chagas. Foi na Igreja que se aproximou da locução e de lá, foi para a Rádio Planalto FM. “As pessoas achavam que eu tinha uma voz boa. Eu acho normal, mas acabei começando a trabalhar com isso”, relembra ele.

Ajudar mais gente

O novo vereador recebeu 156 votos. Chegou a fazer campanha empurrando uma caixinha de som com uma alça e umas rodinhas embaixo, algo parecido com as malas de viagem. “O povo disse que eu era maluco, porque rodava a cidade empurrando uma caixa de som e um amigo distribuindo os santinhos. Mas deu certo”.

Jacó disse que quer ajudar as pessoas como vereador. “Eu acho que é uma maneira de ajudar o próximo”, espera ele. Mesmo admitindo que muitas pessoas o conheceram e votaram nele por conta do emprego no cemitério da cidade, Jacó avisa que terá de abrir mão desta atividade profissional. “Coveiro tem carga horária de 8 horas. Como eu vou poder trabalhar na Câmara, visitar outras cidades e a Capital em busca de mais recursos para minha cidade? Não dá”, reconhece Jacó.

Fonte : PSL

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Vídeo mostra últimos momentos de homem antes de ser executado pelo CV em Manaus: “Ei Dantas, tu me deu droga arrochada. Entrega o resto”

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Um vídeo que circula nas redes sociais revelou os momentos finais de um homem antes de ser brutalmente executado no Ramal da Suzuki, localizado no Distrito Industrial II, zona leste de Manaus. O corpo da vítima, crivado com mais de 12 disparos, foi encontrado na manhã desta terça-feira (14).

Nas imagens, gravadas momentos antes do crime, o homem aparece sob coação, visivelmente ferido, enquanto segura um celular que exibe o perfil de WhatsApp de um contato identificado como “Dantas Magalhães”, descrito por ele como policial militar.

“Entrega o resto”

Durante o interrogatório forçado, a vítima confessa ter comercializado entorpecentes de procedência ilícita.

“Ei Dantas, tu me deu droga rochada dos irmão de camisa. Então entrega o resto que tu tem, aí, entendeu? Me deu lá no DB, 54 quilo”, diz o homem no vídeo.

Ao ser questionado por um interlocutor sobre a origem da droga, ele admite: “É roubada”.

Bilhete e Investigações

Após a execução, o corpo foi deixado em uma área isolada de acesso a empresas. Junto aos restos mortais, os criminosos deixaram um bilhete com a frase: “Morreu por vender drogas roubadas”. O conteúdo da mensagem reforça a confissão feita pela vítima durante o vídeo.

A Polícia Militar isolou o local para a realização da perícia pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC). O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que agora investiga a veracidade das acusações contra o policial citado e as circunstâncias que levaram ao homicídio, tratando a relação entre o vídeo e o bilhete como linha central de investigação.

Gostaria de saber se há alguma informação adicional sobre o andamento das diligências da Polícia Civil quanto à identificação dos autores do crime?

Fonte: Hora 1 Rondônia

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